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Dólar salta para R$ 5,56 no mercado futuro após reeleição de Lula, e lojista de importados acompanha a abertura

Real caiu cerca de 10% em Chicago na noite de domingo. Cotação ainda é referência do mercado futuro; abertura da B3 nesta segunda mostra quanto do movimento se confirma.

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Cédulas de um dólar americano espalhadas sobre uma mesa
Pictures of Money / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O dólar disparou no mercado futuro na noite de domingo (25), logo depois da confirmação da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. Segundo a Bloomberg Línea, a moeda americana chegou ao equivalente a R$ 5,56 na bolsa de derivativos CME, em Chicago, contra R$ 5,01 no ajuste da sessão anterior, e bateu R$ 5,68 no pico. O contrato futuro de real para novembro recuou cerca de 10%.

A reação veio porque o mercado esperava outro resultado. Como explicou o InfoMoney, boa parte dos investidores apostava na vitória de Flávio Bolsonaro (PL), e o real tinha se valorizado nas últimas semanas com essa expectativa. Com a virada, analistas passaram a prever um pregão de forte volatilidade nesta segunda-feira (26), com queda da bolsa, alta do dólar e dos juros. De acordo com o Valor Econômico, operadores não descartam até a necessidade de intervenção do Banco Central e do Tesouro.

É importante separar as coisas. A cotação de domingo à noite é uma referência do mercado futuro no exterior, negociada com pouca liquidez, e não o dólar à vista usado nas operações de câmbio no Brasil, como lembrou o Poder360. Só a abertura da B3 nesta segunda vai mostrar quanto desse movimento se confirma. Para o ano que vem, um economista ouvido pelo InfoMoney projeta o câmbio em torno de R$ 5,40.

Viaduto Santa Ifigênia, no centro de São Paulo
Wilfredor / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Para a Santa Ifigênia, onde boa parte do que se vende é importado ou depende de peças compradas em dólar, o câmbio pesa direto na reposição de estoque. Celulares, componentes, placas de vídeo, memórias, acessórios e produtos de iluminação e segurança eletrônica costumam ter preço de distribuidor atrelado à moeda americana. O setor já vinha pressionado pela crise global da memória, que encareceu PCs e celulares.

Na prática, lojistas que vão fechar pedidos com fornecedores ou importar nos próximos dias tendem a esperar a poeira baixar e acompanhar a cotação à vista ao longo da semana antes de mexer em tabelas de preço, já que movimentos tão bruscos às vezes são parcialmente devolvidos. A proximidade da Black Friday, em 27 de novembro, aumenta a atenção sobre o tema.

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