Batalhão de motos da PM faz nova ofensiva no Centro e soma 66 presos em quatro semanas

Policiais militares de São Paulo em motocicletas (imagem ilustrativa, não é do BRAvO)
Alexandre Carvalho/A2img / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Depois de reforçar o patrulhamento na República, no Anhangabaú e na Vila Buarque, o BRAvO volta à região central nesta quarta e quinta. Balanço do governo cita 8,2 mil abordagens e 66 prisões desde 22 de setembro.

Vista aérea do Vale do Anhangabaú, no centro de São Paulo (imagem de arquivo)
Pedu0303 / Wikimedia Commons (CC0)

O batalhão de motociclistas que a Polícia Militar criou no fim de setembro para enfrentar roubos e furtos na capital volta a se concentrar na região central nesta quarta (21) e quinta-feira (22). Segundo a Agência SP, do governo estadual, as novas etapas da operação vão passar por pontos do Centro ainda não divulgados, depois de uma ação na tarde de terça-feira (20) que reforçou o patrulhamento na República, no Vale do Anhangabaú e na Vila Buarque, áreas vizinhas à Santa Ifigênia.

O balanço oficial do Batalhão de Resposta Avançada Operacional, o BRAvO, cobre o período de 22 de setembro a 19 de outubro. Nessas quatro semanas, de acordo com o governo, os policiais abordaram mais de 8,2 mil pessoas, vistoriaram cerca de 5 mil veículos (1.089 carros e 3.912 motos), recuperaram três veículos e prenderam 66 pessoas, das quais 19 eram procuradas pela Justiça. Também foram apreendidos cinco celulares, drogas e R$ 6,4 mil em dinheiro.

A ação de terça, coordenada pelo 7º Batalhão da PM Metropolitano, começou às 15h com 70 policiais em 35 motos e mirou principalmente os golpes do tipo quebra-vidro, em que criminosos estouram a janela de carros parados para levar celulares e bolsas. A PM diz ter usado estatísticas criminais para escolher as vias com mais ocorrências, entre elas as ruas do Glicério, Oscar Cintra Gordinho, São Paulo e Barão do Iguape e a Praça Nina Rodrigues. Unidades de Choque e de Trânsito apoiaram o patrulhamento.

Lançado em 22 de setembro, o BRAvO reúne 250 policiais e 150 motocicletas, segundo informou a Secretaria da Segurança Pública ao g1. Parte das motos leva dois PMs, e o da garupa pode descer para abordagens; policiais habilitados podem portar fuzil, e todos usam câmeras corporais, conforme a pasta. Logo na estreia, a tropa saiu da Praça da Sé e fez prisões em Santa Cecília e no Bom Retiro, incluindo um suspeito de quebra-vidro na Marginal Tietê, como relatou o g1 na época.

O modelo tem críticos. Especialistas ouvidos pela Ponte Jornalismo questionam o uso de armamento pesado em ruas movimentadas e afirmam que o combate ao roubo de celulares depende mais de investigação sobre quem compra os aparelhos do que de policiamento ostensivo. A reportagem lembra ainda que o batalhão foi lançado a 11 dias do primeiro turno da eleição estadual; a secretaria nega relação com o calendário eleitoral e diz que o programa era planejado desde março.

Para quem trabalha na Santa Ifigênia, o tema é conhecido: o comércio de celulares e o roubo de aparelhos no Centro já motivaram operações específicas na região, como a Operação Frankmobile, em setembro.

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Fontes

Notícias da Santa Ifigênia