O governo de São Paulo lança na segunda-feira (26) a licitação das obras do Parque do Moinho, que vai ocupar o terreno da antiga Favela do Moinho, nos Campos Elíseos, a poucas quadras da Santa Ifigênia. Segundo o g1, o contrato está estimado em R$ 41 milhões, com duração de 24 meses. Depois da assinatura, as obras devem levar 18 meses, com início previsto para o começo de 2027 e entrega em meados de 2028.
O parque terá pouco mais de 61 mil metros quadrados, o equivalente a cerca de oito campos de futebol. A área inclui o terreno da antiga comunidade e um trecho sob o Viaduto Engenheiro Orlando Murgel, entre as linhas 7-Rubi e 8-Diamante da CPTM. O projeto prevê quadras esportivas, pista de skate, áreas de caminhada e para ciclistas e espaços culturais e educativos. Também está prevista uma nova estação de trem num terreno vizinho, que pertence à Ceagesp e a um proprietário particular e ainda está sendo transferido ao Estado.
A área pertence à União, que a cedeu ao governo paulista em julho por 20 anos, com prazo de até 48 meses para o parque ficar pronto. Considerada a última favela da região central, a comunidade chegou a abrigar quase mil famílias. A última família deixou o local em setembro deste ano, e as construções já foram demolidas.
A conta da remoção ainda não fechou. De acordo com o Painel, da Folha, a gestão Tarcísio cobra do governo federal R$ 69,6 milhões pelo reassentamento. Pelo acordo de maio de 2025, cada família recebeu R$ 250 mil, sendo até R$ 180 mil da União e R$ 70 mil do Estado. O governo paulista diz ter pago 465 imóveis e recebido o ressarcimento de apenas 98. A Caixa afirma que só libera os repasses quando a moradia está registrada em cartório, como prevê uma portaria do Ministério das Cidades, e que outras 18 famílias teriam o pagamento feito até sexta (23).
Para quem trabalha e compra na Santa Ifigênia, o parque se soma a outras intervenções previstas para o entorno, como o projeto do novo centro administrativo do Estado e o novo terminal de ônibus na Luz. Juntas, as obras devem mudar a circulação de pessoas na região central nos próximos anos.
