A CEO do Xbox, Asha Sharma, disse nesta semana que as vendas de consoles da Microsoft "continuam limitadas pela oferta", com mais procura do que aparelhos disponíveis. A declaração, publicada no X depois da divulgação do balanço trimestral, veio acompanhada da promessa de colocar mais consoles nas mãos dos jogadores, inclusive por meio de um programa ampliado de aparelhos recondicionados, segundo o GameSpot.
Os números do trimestre encerrado em 30 de setembro mostram que a receita de hardware do Xbox caiu 14% em um ano, mesmo com os preços dos consoles mais altos, enquanto a receita de conteúdo e serviços recuou 2%. O Game Developer aponta que a explicação da falta de estoque não combina bem com essa queda, e o GameSpot registra que um diretor da consultoria Circana também questionou o argumento nas redes sociais, dizendo que os dados que viu não indicam o estoque como principal causa do desempenho fraco.
No Brasil, a situação é mais simples: o Xbox Series S e o Series X estão sem venda oficial desde o fim de 2024, e o site da Microsoft segue mostrando os aparelhos como indisponíveis. Segundo o Canaltech, a empresa não informou quando os consoles voltam às lojas brasileiras, e os aparelhos que entram no país pelo mercado paralelo e por importação aparecem por cerca de R$ 3.500, no caso do Series S sem disco, e acima de R$ 7.000, no caso do Series X.

Para as lojas de games da Santa Ifigênia, isso significa que o Xbox continua sendo produto de importação, sem garantia oficial da Microsoft no país e com preço puxado pelo dólar e pela escassez. Com o lançamento de GTA 6 marcado para 19 de novembro, a procura por console deve subir, e é bom deixar claro para o cliente a origem do aparelho, a voltagem e quem cobre a garantia.




