A Galax, uma das marcas de placas de vídeo GeForce mais comuns nas prateleiras de informática do Brasil, divulgou na quarta-feira (28) um comunicado oficial negando que tenha fechado fábrica ou que esteja saindo do mercado. No texto divulgado no site da empresa, a empresa, que pertence ao grupo Palit, afirma que segue operando normalmente, que nenhuma instalação de produção foi desativada e que seus produtos continuam disponíveis pelos canais de venda, tanto no mercado doméstico quanto no internacional.
O desmentido veio depois que o site espanhol El Chapuzas Informático publicou, em 27 de outubro, que a Palit teria decidido fechar a fábrica da Galax por não conseguir chips da NVIDIA em quantidade suficiente, e que a Galax, também vendida como KFA2, sairia de cena quando os estoques acabassem. Segundo o Hardware.com.br, é a segunda vez em 2026 que a empresa precisa vir a público: em abril, boatos parecidos surgiram quando a Palit centralizou a gestão da Galax, KFA2 e HOF na sua sede em Taiwan. No comunicado atual, a empresa explica que Galax e Palit dividem as mesmas linhas de produção por fazerem parte do mesmo grupo.
O boato pegou porque o momento é de oferta apertada. O Tom's Hardware lembra que o boato surgiu em meio a relatos de falta de chips da RTX 5090, que a NVIDIA estaria priorizando GPUs mais caras para data centers, e a preços de placas em alta por causa da falta de memória puxada pela inteligência artificial, e que a própria Galax tinha acabado de lançar a RTX 5080 HOF Extreme. O comunicado garante a continuidade da marca, mas não muda esse cenário de pouca oferta e preço alto.

Para quem vende ou compra placa de vídeo na Santa Ifigênia, a mensagem prática é que a Galax continua fabricando e atendendo seus canais, então garantia e reposição seguem pelo caminho de sempre. Vale desconfiar de vendedor que use o boato de fechamento para empurrar desconto de queima de estoque ou para dizer que a garantia da marca acabou.




