Os roubos de celulares caíram 19,3% no estado de São Paulo de janeiro a setembro de 2026, em comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo a Agência SP, do governo estadual, foram 61.189 casos registrados nos nove primeiros meses do ano, contra 75.859 em 2025, uma diferença de 14.670 ocorrências. Só em setembro, a queda foi de 15,1%, com 6.379 roubos.
Na capital, a redução foi menor, mas também aparece nos números: os roubos de celular passaram de 46.363 para 39.350 entre janeiro e setembro, queda de 15,1%. Em setembro, a cidade teve 4.065 casos, 13,7% a menos que no mesmo mês de 2025.
O governo atribui o resultado ao reforço do patrulhamento nas áreas com mais crimes e ao programa SP Mobile, que cruza os boletins de ocorrência com dados das operadoras para achar aparelhos roubados ou furtados que voltaram a ser usados. Quem está com um desses celulares recebe uma notificação para devolvê-lo. O coordenador do programa, o delegado Rodolfo Latif Sebba, disse à Agência SP que a ideia é também dificultar a venda de aparelhos de origem criminosa e desestimular a receptação.

A cobrança deve aumentar nas próximas semanas. De acordo com o R7, todos os estados participam em novembro de uma ação conjunta para localizar e devolver celulares levados nos últimos anos, usando um banco de dados nacional do governo federal. Em São Paulo, a previsão é enviar 54 mil notificações até o fim do ano, e cerca de 22 mil aparelhos já foram devolvidos aos donos em 2026. A reportagem mostra o caso de um celular furtado em São Paulo e vendido pela internet que foi parar no Rio Grande do Sul: o comprador descobriu que o aparelho estava bloqueado e procurou a polícia.
Para quem compra ou vende celular usado, o recado é claro: um aparelho com registro de roubo ou furto pode ser bloqueado, gerar notificação para o comprador e acabar recolhido pela polícia. Vale conferir a origem do aparelho, pedir nota fiscal e desconfiar de preço muito abaixo do mercado antes de fechar negócio.




