O Bluetooth Special Interest Group (SIG) adotou, em 4 de novembro de 2026, o recurso Bluetooth High Data Throughput (HDT) na especificação Bluetooth Core 7.0. A novidade eleva a taxa máxima do Bluetooth Low Energy de 2 Mb/s para 7,5 Mb/s — quase quatro vezes mais —, segundo o anúncio oficial do Bluetooth SIG e a cobertura do Tecnoblog.
O HDT é opcional e cria uma nova camada física (PHY) no Bluetooth LE, com esquemas de modulação mais densos, correção de erros e melhor aproveitamento do espectro. Na prática, o rádio transmite mais dados no mesmo tempo, o que também ajuda a economizar bateria, porque o aparelho fica menos tempo com a antena ligada. A especificação mantém compatibilidade com o Bluetooth LE atual: os dois lados da conexão precisam ser compatíveis com HDT para usar a velocidade maior.
O principal uso imediato é áudio sem fio. Com mais banda, fones, caixas e barras de som poderão levar áudio de alta resolução, áudio espacial e surround multicanal sem depender de formatos proprietários. O HDT não substitui o Bluetooth LE Audio já existente; ele amplia a capacidade do LE para aparelhos mais exigentes. Wearables, óculos inteligentes e dispositivos de casa conectada também ganham sincronização mais rápida de dados.

Os primeiros produtos com o recurso devem chegar em 2027, segundo o SIG e o Tecnoblog. Para as lojas de áudio, fones e acessórios da Santa Ifigênia, a mudança ainda não altera o estoque de hoje, mas muda o discurso de venda daqui a poucos ciclos: quem pergunta por “Bluetooth mais rápido” ou por áudio sem fio sem cabos proprietários vai ouvir falar de HDT. Vale acompanhar quais fabricantes de chipset e de fones anunciarão suporte, porque a etiqueta “Bluetooth 7.0 / HDT” deve virar argumento de prateleira quando as primeiras remessas chegarem ao Brasil.




