A CPTM, que opera os trens metropolitanos de São Paulo, assinou um convênio com a Secretaria da Segurança Pública (SSP) para ligar as câmeras de suas estações ao Muralha Paulista, o programa estadual de monitoramento por vídeo. O extrato do acordo saiu no Diário Oficial do Estado na terça-feira (27), segundo a Agência SP.
O convênio vale por cinco anos e não envolve repasse de dinheiro entre os órgãos. Ele prevê gestão compartilhada e troca de imagens, dados operacionais e alertas do circuito de monitoramento da companhia em tempo real. Num primeiro momento, entram as câmeras fixas de estações escolhidas previamente; o governo não divulgou a lista. Com a integração, a polícia passa a usar o reconhecimento facial no entorno das estações para identificar automaticamente pessoas com mandado de prisão em aberto.
O Muralha Paulista reúne leitores de placas, câmeras de reconhecimento facial e equipamentos de monitoramento em tempo real, e integra câmeras e sensores de órgãos públicos e também privados. O sistema cruza as imagens com o Banco Nacional de Mandados de Prisão e ajuda a localizar pessoas desaparecidas e veículos roubados. O site Metrô CPTM lembra que o modelo já funciona na estação Palmeiras-Barra Funda, onde houve prisões a partir de alertas do sistema, e que Barra Funda, Luz e Brás estão entre as estações mais movimentadas da capital.

A Estação da Luz fica ao lado da Santa Ifigênia, a poucas quadras das lojas do bairro. Para as lojas de segurança eletrônica e CFTV da região, a expansão do Muralha Paulista mostra que a demanda por câmeras com mais resolução, leitura de placas e integração em rede deve continuar firme, inclusive entre condomínios e comércios que queiram compartilhar imagens com o programa. Quem vende ou instala esses sistemas deve orientar o cliente sobre a Lei Geral de Proteção de Dados, que exige cuidado com o armazenamento e o compartilhamento de imagens de pessoas.




