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Código escondido em checkout roubou cartões e CPF de clientes de dezenas de lojas virtuais brasileiras

Ataque à plataforma Convertr, descoberto pela Sansec, ficou ativo de 24 a 27 de outubro. Caso é alerta para lojistas que vendem online revisarem scripts de terceiros no checkout.

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Cartão bancário sobre o teclado de um notebook, imagem ilustrativa
Shixart1985 / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Um código malicioso escondido na plataforma de checkout Convertr, usada por dezenas de lojas virtuais brasileiras de moda, roubou dados de cartão de crédito de clientes por alguns dias. O ataque foi descoberto pela empresa de segurança Sansec e noticiado pelo TecMundo e pelo Canaltech.

De acordo com as reportagens, o código ficou ativo a partir de 24 de outubro e foi removido no dia 27. Ele capturava número do cartão, validade, código de segurança (CVV), nome do titular e CPF digitados na finalização da compra e enviava tudo para um domínio registrado na Islândia. A suspeita da Sansec é que os criminosos tenham entrado por uma instalação desatualizada da ferramenta de estatísticas Plausible, hospedada pela própria plataforma, mas a empresa diz que essa hipótese ainda não foi confirmada. Como o navegador pode guardar o script por até 24 horas, quem comprou logo após a remoção também pode ter sido afetado.

A Convertr informou que está avisando as lojas, as empresas de pagamento e as autoridades. Para quem comprou nesse período, a orientação é pedir o bloqueio do cartão ao banco, acompanhar o uso do CPF pelo Registrato, do Banco Central, e preferir cartões virtuais em compras pela internet.

Código escondido em checkout roubou cartões e CPF de clientes de dezenas de lojas virtuais brasileiras

O caso serve de alerta para os lojistas da Santa Ifigênia que vendem pela internet. Nesse tipo de ataque, o criminoso não invade a loja diretamente: ele ataca um serviço de terceiros que roda dentro do checkout, como plataforma de pagamento, plugin ou ferramenta de estatística. Vale revisar quais scripts externos estão instalados na página de pagamento, manter tudo atualizado, remover o que não é usado e cobrar dos fornecedores informações sobre a segurança das ferramentas.

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Este texto foi produzido com apoio de automação e revisão de qualidade. Não substitui comunicado oficial.

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