A troca de funcionários no comércio do estado de São Paulo chegou a 63,3% nos 12 meses encerrados em junho de 2026, o maior índice desde 2022, quando a taxa era de 51%. O dado está no Panorama do Comércio de outubro, divulgado nesta sexta-feira (16) pela FecomercioSP, a federação do comércio paulista, conforme o Times Brasil. Na prática, de cada 100 vagas com carteira assinada no varejo do estado, 63 passaram por alguma troca no período, explicou a entidade em texto reproduzido pelo Bem Paraná.
Por segmento, as lojas de vestuário, tecidos e calçados lideram, com 79,1%, seguidas dos supermercados, com 72,1%. As lojas de eletrodomésticos, eletrônicos e departamentos, grupo que inclui boa parte do comércio da Santa Ifigênia, aparecem logo depois, com 61,5%. O indicador considera apenas o emprego formal.
Segundo os analistas da federação, cada substituição tem custo direto: rescisão, aviso-prévio, FGTS e multas de um lado, e anúncio da vaga, seleção, exames admissionais e treinamento do outro. Há ainda um custo menos visível, o tempo que o novo funcionário leva até render como o anterior. O mesmo Panorama trata do planejamento para 2027 e das mudanças trazidas pelo Desenrola 3.0, de acordo com o UOL, com Estadão Conteúdo.
No varejo de tecnologia o problema pesa mais, porque o vendedor precisa conhecer especificações, compatibilidade entre peças e regras de garantia, algo que leva meses para aprender. O cenário fica mais apertado com o fim da escala 6x1 aprovado no Senado, que vai obrigar muitas lojas a rever escalas e quadro de pessoal. Para o lojista, reter quem já está treinado tende a sair mais barato do que repor a equipe a cada poucos meses.