As remessas mundiais de smartphones caíram 20% no terceiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano passado, o volume mais baixo para essa época do ano desde 2012. Os números são estimativas preliminares da consultoria Counterpoint Research, divulgadas na segunda-feira (12) e repercutidas pela imprensa brasileira ao longo da terça (13), como mostrou o Olhar Digital.
O motivo principal é a falta de chips de memória. A procura por DRAM e NAND para centros de dados de inteligência artificial subiu tanto que sobra menos para celulares e computadores. Com componentes mais caros, as fabricantes repassaram o custo: segundo o relatório da Counterpoint citado pelo site FoneArena, o preço médio de varejo dos smartphones no mundo já subiu cerca de 20% em 2026. A consultoria também observa que os consumidores estão ficando mais tempo com o aparelho atual e olhando mais para celulares recondicionados.
Entre as marcas, a Samsung manteve a liderança com 23% do mercado e queda de 3% nas remessas. A Apple chegou a 22%, a primeira vez acima de 20% num terceiro trimestre, mesmo enviando menos aparelhos. Oppo e vivo recuaram mais de 20%, e a Xiaomi caiu mais de 30%, ficando com 10% do mercado depois de reduzir a oferta de modelos baratos.
O aperto não deve passar logo. Como relatou o OtakuPT, o presidente da Micron, Sanjay Mehrotra, disse a investidores que a demanda por memória deve continuar maior que a oferta em 2027 e 2028, com mais de 75% da produção prevista para 2027 já reservada. A Samsung, por sua vez, projeta que a memória HBM, usada em IA, ocupe quase 30% da capacidade das fábricas de DRAM em 2027.
Para quem compra e vende na Santa Ifigênia, o efeito aparece no balcão: pentes de memória RAM, SSDs, placas de vídeo e celulares tendem a seguir caros e com reposição mais incerta nos próximos meses. Vale pesquisar preço e disponibilidade antes de fechar orçamento de computador ou de lote para revenda. Para encontrar lojas de informática e celulares da região, consulte o diretório do portal.