Black Friday deve movimentar R$ 13,3 bi no e-commerce, prevê Neotrust

Pessoa faz compra online no notebook com cartão de crédito
Shixart1985 / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Projeção aponta alta de 20,7% nos quatro dias de ofertas, de 26 a 29 de novembro. Eletrodomésticos lideram, e o 11.11 ganha peso no calendário do lojista.

Loja de esquina na Rua Aurora, na região da Santa Ifigênia, em São Paulo
Wilfredor / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

O comércio eletrônico brasileiro deve faturar R$ 13,3 bilhões nos quatro dias da Black Friday de 2026, de quinta-feira, 26, a domingo, 29 de novembro. O valor é 20,7% maior que o registrado no mesmo período do ano passado, quando as lojas online somaram R$ 11,03 bilhões. A estimativa é da Confi, por meio da plataforma de inteligência de mercado Neotrust, em parceria com o E-Commerce Brasil, e foi apresentada a varejistas na terça-feira (13), em São Paulo, segundo o E-Commerce Brasil.

A projeção prevê 69,4 milhões de produtos vendidos no período, 15,4% a mais que em 2025. Os números da Neotrust se baseiam em transações reais de mais de 7 mil lojas parceiras. Entre as categorias, os eletrodomésticos devem liderar, com R$ 2,12 bilhões e alta de 44,5%. Depois aparecem moda e acessórios, com R$ 1,38 bilhão, e beleza e perfumaria, com R$ 910 milhões e o maior crescimento do grupo, de 69,8%.

O estudo também reforça que a Black Friday virou uma temporada. Em 2025, os quatro dias do evento responderam por apenas 23,5% do faturamento online de novembro, e a data dupla 11.11 deve movimentar R$ 3,17 bilhões neste ano, alta de 21%, como detalhou a CNN Brasil. Bruno Pati, CEO do E-Commerce Brasil, alerta que o lojista precisa acertar o momento de entrar na disputa: antecipar demais as ofertas pode apertar a margem, e começar tarde pode significar encontrar um cliente que já gastou boa parte do orçamento.

Há sinais de cautela. De janeiro a setembro, o e-commerce faturou R$ 322,6 bilhões, alta de 16,9%, mas o número de pedidos cresceu bem mais rápido, 34,9%, e o tíquete médio caiu 13,4%, para R$ 268,20. Léo Bicalho, head da Neotrust, lembra que o consumidor costuma deixar para a Black Friday as compras mais caras, como eletrônicos e linha branca, ajudado pelo 13º salário, mas aponta o endividamento das famílias como um freio possível.

Para as lojas da Santa Ifigênia, que vendem justamente eletrônicos, informática e acessórios, o recado é planejar estoque e preço com antecedência e não apostar tudo num único fim de semana. O 11.11 e as semanas que antecedem a Black Friday já concentram boa parte das buscas, e quem pesquisa online antes de ir ao balcão precisa encontrar a loja, o produto e o contato com facilidade.

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Fontes

Notícias da Santa Ifigênia